Filosofia: Seleção e Torra

Na Caseta acreditamos que um café de especialidade deve refletir o trabalho desenvolvido ao longo de toda a cadeia de produção, desde a origem até à chávena. A nossa função como torrefção é compreender as características de cada lote e desenvolver uma café que revele o seu potencial, sem esconder a identidade de origem.

Cada decisão começa muito antes da torra.

Como selecionamos os cafés

Todos os cafés da Caseta são escolhidos após prova e avaliação de amostras provenientes de importadores especializados e produtores de confiança.

Durante a seleção analisamos diversos fatores, incluindo:

  • origem e rastreabilidade;
  • historia dos produtores,
  • variedade botânica;
  • altitude de cultivo;
  • método de processamento;
  • consistência entre lotes;
  • perfil sensorial.

Não procuramos construir um catálogo extenso. Preferimos selecionar um número reduzido de cafés, dedicando tempo ao desenvolvimento de cada origem e garantindo que cada referência acrescenta algo distinto à coleção.

Cada origem exige uma abordagem própria

Não existe um perfil de torra universal.

Um café lavado cultivado em altitude apresenta um comportamento diferente de um café natural de menor densidade. A estrutura física do grão, o teor de humidade, a variedade e o processamento influenciam diretamente a forma como o café absorve energia durante a torra. Por esse motivo, cada origem é desenvolvida individualmente.

O objetivo não é criar um perfil de sabor igual para todos os cafés, mas identificar o ponto em que cada lote expressa melhor a sua doçura, textura, clareza e complexidade.

Desenvolvimento da torra

O desenvolvimento de um novo café passa por várias torras de teste.

Pequenas alterações no perfil térmico podem modificar significativamente a perceção da doçura, da acidez, da textura e do equilíbrio da chávena. Cada lote é avaliado e ajustado até atingir o perfil definido para essa origem.

Este processo permite que cada café seja desenvolvido de acordo com as suas próprias características, em vez de seguir uma receita comum.

O que procuramos na chávena

Na Caseta privilegiamos cafés equilibrados, transparentes e consistentes.

Valorizamos perfis que permitam identificar claramente a origem, respeitando o trabalho realizado pelo produtor e evitando que a torra se sobreponha às características naturais do café.

Cada perfil é desenvolvido para proporcionar facilidade de extração e consistência, tanto em espresso como em métodos de filtro.

Controlo de qualidade

Todos os lotes passam por um processo de controlo de qualidade antes de serem disponibilizados. A avaliação inclui análise sensorial e verificação da consistência entre torras, permitindo confirmar que o perfil obtido corresponde aos critérios definidos para essa origem.

Sempre que aplicável, a avaliação sensorial inclui prova realizada por uma profissional Arabica Q Grader licenciada, utilizando metodologias internacionalmente reconhecidas na avaliação de café de especialidade.

O objetivo é garantir que cada lote mantém a identidade esperada e oferece uma experiência consistente, chávena após chávena.

Perguntas frequentes

Porque é que a Caseta tem um catálogo reduzido?

Porque preferimos conhecer profundamente cada origem e dedicar tempo ao desenvolvimento e conheciment de cada café, em vez de aumentar o número de referências sem o mesmo nível de acompanhamento.

Todos os cafés são torrados da mesma forma?

Não. Cada origem apresenta características próprias e exige um perfil de torra específico para revelar o seu potencial.

Porque é que dois cafés da mesma origem podem saber de forma diferente?

O café é um produto agrícola. A variedade, a colheita, o processamento e as condições de cultivo variam entre lotes, tornando necessário adaptar o desenvolvimento da torra.

O que significa respeitar a origem?

Significa preservar as características naturais do café, permitindo que a variedade, o terroir, a altitude e o processamento permaneçam evidentes na chávena.

Como garantem consistência?

Cada lote é acompanhado desde a torra até à avaliação sensorial, permitindo verificar que o perfil final corresponde aos padrões definidos para essa origem.